Pense !

Vamos pensar um pouco?

Anotaí: PASSAGEM

Passagem é sempre um problema, não só para iniciantes no telejornalismo. Ela é de certa forma uma interferência do repórter na matéria. O importante então, é saber como interferir, sem prejudicar o aspecto jornalístico e tirar a atenção do assunto principal.

Passagem é o termo utilizado para quando o repórter aparece falando na matéria. Ela deve ser usada para o repórter assinar sua autoria, também quando não há imagem para ser insertada em cima do texto, ou ainda quando o repórter quer provar que esteve no local e participou do acontecimento. Mas, o motivo mais importante para se fazer uma passagem é quando salientamos a importância do que vem pela frente. Quando muda-se o enfoque da matéria (macro para micro, ou vice versa).

O importante é não entender a passagem unicamente como uma forma de aparecer na matéria.

Deve-se evitar sempre interferir demais na ação, provocando uma modificação no aspecto real da cena. Como por exemplo, aquelas passagens no meio da sala de aula, andando entre as carteiras, com os alunos copiando matéria, como se o repórter não estivesse ali.  

Lembre-se sempre: se não houver razão para fazer uma passagem na matéria, não faça, pois certamente ela não irá ao ar.

Falta de pauta

Tenho sido crítico quanto à falta de boas pautas nos TJs do vale.

Muitas vezes somos obrigados a consumir matérias de pouco valor jornalístico, educativo ou cultural mesmo. Links mal utilizados sobre assuntos que poderiam ser transformados em notas cobertas ou peladas. Sem a mínima razão para se locomover uma UMJ.

Nesse sábado, 30 de abril, mais uma vez um grupo de voluntários da Festa de São Benedito, em Aparecida, reuniu-se no páteo da Basílica Nova para oferecer almoço a cerca de 43 congadas que participam da festa.

Um momento digno de registro, pela ação, pelas imagens, pelo som, pelas orações e musicalidade da gente simples que visita Aparecida todos os anos homenageando o Santo Negro. Se levarmos em conta a natureza do Santo - cozinha - nada mais natural que estabelecer um paralelo entre a atividade dele e a dos voluntários.

Foram 500 litros de refrigerante doados por voluntários e cerca de 2 mil refeições, doadas pelo comércio local.

O almoço acontece debaixo de árvores, ao ar livre e termina com o agradecimento cantado e orado por uma das mais antigas congadas participantes. É emocionante. Valia a pena ser registrado. Mas, no ano que vem tem mais, daí quem sabe…

Depois ainda tenho que ouvir jornalista dizer que falta pauta na região…  

anotaí: ESPELHO

Espelho é o nome da lista de todos os assuntos aprovados para exibição, batizados com suas respectivas retrancas, com uma estimativa de tempo que será destinada a eles, na ordenação que o editor-chefe julgou mais apropriada. O espelho tem este nome porque reflete uma filosofia editorial, um plano de voo, uma intenção.”

William Bonner

Jornal Nacional - Modo de fazer

Editora Globo

Não aguento mais esse casamento real!!!!!!!!!

Não aguento mais esse casamento real!!!!!!!!!

Casamento obrigatório

Quando a televisão foi inventada, o homem experimentou uma nova sensação: ter o mundo dentro de casa; na sala de casa.  Mas, ela não era perfeita…faltava ainda alguma coisa.

O tempo passou e foi inventado o controle remoto. Aí sim, ficou perfeito. Hoje, podemos mudar de canal sem levantar da poltrona, do sofá, da cama. Tudo ficou mais complexo, foi preciso melhorar os programas e as propagandas, senão click.

Então, surgem os casamentos reais (não que os outros sejam fictícios - ou são ??? sei lá, sou suspeito pra falar), os da realeza britânica. E somos obrigados a assistir, logo de manhã, à cerimônia em que um príncipe jura amor eterno a uma princesa, na abadia sei lá do que.

Como que num milagre tecnológico o mundo fica sem problemas. Nessa manhã não há roubos, nem acidentes, nem nada, não há telejornais hoje, nem previsão de tempo.

Clickamos, clickamos e não adianta, aparece sempre a mesma cena: um casamento real. E aquela invenção maravilhosa que leva o poder da escolha ao telespectador perde seu valor totalmente. Somos obrigados a assistir aquilo que nos foi programado ou desligar o aparelho de TV.

Daí agradecemos aos inventores da tv fechada. Que pena que ainda é tão cara!

Legenda errada

O texto escrito para tv é simples e deve ser sempre assim: escrito como se fala.

Quando falamos naturalmente podemos cometer alguns erros de concordância ou de gênero, por exemplo, é normal, pois trata-se de um DRNP (discurso relativamente não planejado), falamos na velcidade que pensamos. Quando o texto aparece escrito na tela, como legenda não pode haver erro, pois trata-se de um DP (discurso planejado), pensado e repensado antes de escrever.

É muito chato ver legendas que ficam no ar durante um programa com erro de concordância por gênero (masculino/feminino). Hoje num programa apresentado no período da tarde pela Band Vale, ficou no ar uma legenda com esse tipo de erro durante entrevista por telefone com delegado de Cunha (aquele assunto do assassinato das irmãs). A legenda falava DA CONCLUSÃO DO INQUÉRITO (feminino : a conclusão) e terminava com masculino (ADIADO).  Não foi o inquérito que foi adiado, foi a conclusão - do inquérito - que foi ADIADA.

Parece bobagem, né, mas não pode acontecer. Jornalistas não podem errar texto planejado.

É preciso ter mais atenção.  

Discussão sobre uso de imagem

Vejam o filme no link abaixo

Anunciados nesta segunda-feira (18) pela Universidade de Columbia, em Nova York, os fotógrafos vencedores do Pulitzer 2011 suscitam no vídeo acima um debate sobre o uso de fortes imagens de tragédias, com cadáveres expostos, em periódicos de todo o mundo.


O vídeo também exibe o trabalho de Barbara Davidson, do “Los Angeles Times” (vencedora na categoria Fotografia), além das imagens de Carol Guzy, Nikki Kahn e Ricky Carioti, todos do “Washington Post” (vencedores na categoria Fotografia em cobertura especial).

O trio citado anteriormente foi premiado após retratar o último terremoto ocorrido no Haiti. Suas imagens incluem cadáveres em meio a sobreviventes naquele país.

Essa exposição dos corpos feita pelo “Washington Post”, portanto, rendeu prêmio aos repórteres, mas trouxe à tona um debate que, no vídeo da TV Folha, é feito pelo editor de Fotografia, Marco Aurélio Canônico, e pelo repórter-fotográfico da Folha Joel Silva.

Já a repórter-fotográfica Marlene Bergamo comenta as imagens produzidas por Barbara Davidson, que retratou o cotidiano das vítimas da violência entre gangues de Los Angeles.


O prêmio Pulitzer é considerado o de maior prestígio na literatura, jornalismo e artes dos Estados Unidos. Veja abaixo a lista de premiados deste ano:

PRÊMIOS JORNALÍSTICOS
Serviço público: “The Los Angeles Times”
Cobertura especial: nenhum premiado
Reportagem investigativa: Paige St, John, do “Sarasota Herald Tribune”
Reportagem analítica (Explanatory reporting): Mark Johnson, Kathleen Gallagher, Gary Porter, Lou Saldivar e Alison Sherwood, do “Milwaukee Journal Sentinel”
Reportagem local: Frank Main, Mark Konkol e John J. Kim, do “Chicago Sun Times”
Reportagem nacional (EUA): Jesse Eisinger e Jake Bernstein, do ProPublica
Reportagem internacional: Clifford J. Levy e Ellen Barry, do “New York Times”
Escrita jornalística: Amy Ellis Nutt, do “Star-Ledger” de Newark
Comentário: David Leonhardt, do “New York Times”
Crítica: Sebastian Smee, do “Boston Globe”
Escrita editorial: “Joseph Rago, do “Wall Street Journal”
Cartum: Mike Keefe, do “Denver Post”
Fotografia em cobertura especial: Carol Guzy, Nikki Kahn e Ricky Carioti, do “Washington Post”
Fotografia: Barbara Davidson, do “Los Angeles Times”


PRÊMIOS ARTÍSTICOS E EDITORIAIS
Ficção: “A Visit from the Goon Squad”, de Jennifer Egan
Teatro: “Clybourne Park”, de Bruce Norris
História: The Fiery Trial: Abraham Lincoln and American Slavery”, de Eric Foner
Biografia: “Washington: a Life”, de Ron Chernow
Poesia: “The Best of It: New and Selected Poems”, de Kay Ryan
Não ficção: “The Emperor of All Maladies: A Biography of Cancer”, de Siddharta Mukherjee
Música: “Madame White Snake”, de Zhou Long

Fonte: http://fotocolagem.blogspot.com/

Boa discussão. Tenho batido muito nessa tecla.

1 year ago

Discutir o nada

É muito engraçado ver comentaristas esportivos ficarem duas horas na TV discutindo o nada. Eles acham tudo, se as imagens não mostram não tem como provar e vira tudo insinuação, tudo na base do se.

Acho que foi penalti. Acho que não foi. Olha o pé dele, não pega na bola. Mas ele não teve intenção. Como é que alguém pode saber se o jogador teve intenção ou não????

Se o juiz errou, ou estava mal intencionado???

Quanta perda de tempo. Programa sobre futebol na TV tem que mostrar gol, trazer alguma informação nova e falar sobre tabela, situação do time, pontuação, contratação, e não ficar enrolando.

Sempre acontece alguma coisa do tipo: o comentarista acaba com um técnico, chama ele de covarde, mexeu errado, acabou com o time. Daí, no próximo programa, o tal técnico é convidado especial e some toda a crítica. Ninguém fala nada, todos riem…. Fala sério.

São raras as exceções entre os comentaristas, que falam e mantem a opinião na frente os criticados.

Isso é discutir o nada. 

oldfascination:

Assistam inteiro. Vale a pena.

Parte ll